Olá viajantes, tudo bom?
Esse foi o dia que marcou o início de mais uma aventura em família. Aquele dia que a gente espera, planeja, organiza… e que, quando finalmente chega, mistura ansiedade, alegria e um leve caos — principalmente viajando com crianças. 😅
Era o começo da nossa viagem para Cartagena e San Andrés, um roteiro que estávamos muito animados para fazer, principalmente por ser uma viagem em família, com experiências novas para o Arthur e o Vitor.
🎯 Contexto — Expectativa vs realidade
Viajar com duas crianças muda completamente a dinâmica de qualquer viagem. Não é só fazer mala — é pensar em tudo:
- roupa
- documento
- entretenimento
- comida
- remédio
- e aquele famoso “vai que precisa”
Saímos de casa com aquela sensação clássica:
“Será que esquecemos alguma coisa?”
E mesmo com checklist, sempre fica essa dúvida. 😄
Decidimos ir de carro até o Aeroporto Internacional de Guarulhos e deixar no estacionamento da ViajaPark, uma escolha que trouxe bastante praticidade, principalmente considerando quantidade de malas + crianças. Todas as nossas últimas viagens, deixamos o carro com eles. Há como agendar e se comunicar pelo WhatsApp, combinando o horário de saída e de chegada.
Nosso voo saía de São Paulo no dia 03/02/2026 às 2h40 da manhã.
Ou seja… já começamos a viagem com um desafio clássico:
👉 viajar de madrugada com crianças.
E como quase toda viagem começa…
não saiu exatamente como planejado.
O voo atrasou 1h30, e só fomos decolar por volta das 4h da manhã.
Aquele momento que você pensa:
“Começou…” 😅
🧳 Informações práticas (que fazem diferença)
Uma dica que fez total diferença foi o estacionamento:
- Vaga coberta
- Transfer rápido até o aeroporto
- Custo total de R$ 328,90 por 9 dias
Para quem viaja em família, muitas vezes sai mais confortável (e até mais barato) do que depender de Uber com malas.
✈️ O embarque (e o caos organizado)
Chegar no aeroporto com criança é sempre uma mistura de organização e improviso.
Enquanto a gente tenta manter tudo sob controle, as crianças estão em outro ritmo:
- curiosidade com tudo
- energia alta
- perguntas sem fim
E no meio disso tudo, a gente tentando cuidar de:
- check-in
- documentos
- bagagens
- horários
Mas ao mesmo tempo… tem algo especial nisso tudo.
O Arthur já entendendo melhor a viagem, participando, perguntando, animado.
O Vitor no ritmo dele, mais leve, vivendo o momento sem preocupação nenhuma.
E a gente ali, no meio disso tudo, tentando absorver cada detalhe.
💺 Um pequeno “luxo” que fez diferença
Antes do embarque, acessamos uma sala VIP utilizando o cartão Diners.
Usamos 3 acessos (US$ 35 cada) — apenas para os adultos, já que as crianças praticamente não consumiram. Esse é um benefício de ouro, pois apesar do custo, não pagamos nada por termos o cartão da Diners. Esse é um benefício que sempre acompanhamos, tendo diferentes cartões para usar em diferentes estratégias.
Pode parecer um detalhe, mas fez diferença:
- conseguimos sentar com calma
- organizar as coisas
- comer com tranquilidade
- dar uma desacelerada antes do voo
Com criança, esses pequenos respiros valem muito.
✈️ O voo (e o cansaço já dando sinal)
O primeiro trecho, entre o São Paulo e Bogotá, durou cerca de 6 horas.
Entre sono picado, criança tentando dormir, ajeita cobertor, levanta, senta… foi aquele voo típico de família.
O Arthur já mais consciente, tentando entender tudo.
O Vitor… no ritmo dele, alternando entre dormir e explorar o avião. 😄
🏃♂️ Conexão em Bogotá — o momento tenso
Se teve um momento mais tenso no dia, foi aqui.
Ao chegar em Bogotá, tivemos que:
- sair do terminal internacional
- passar pelos procedimentos
- ir até o terminal doméstico
- e ainda correr para não perder o próximo voo
Foi literalmente correndo com mala, mochila, criança…
Mas deu certo.
E ainda conseguimos fazer algo essencial:
👉 comprar um lanche para todo mundo
Porque ainda tinha mais um voo pela frente.
✈️ Último trecho: Bogotá → Cartagena
O segundo voo durou cerca de 1h30.
E aqui já bate aquele sentimento:
👉 estamos chegando.
Somando tudo — atraso, conexão, voos — levamos cerca de 12 horas porta a porta até chegar em Cartagena.
O que podemos afirmar com toda certeza, é que até o Vitor crescer, destinos com conexão não fazem sentido pois torna todo o processo muito cansativo e exaustivo. É melhor irmos para lugares mais próximos ou com voo direto. Outra reflexão que fizemos é sobre voo noturno. Achamos que seria melhor, mas foi muito mais difícil para descansarmos. As crianças dormiram que foi uma beleza, mas os adultos ficavam cuidando das crianças, arrumando no banco, tentando deixar eles confortáveis, fora o levanta e senta dos passageiros e tripulantes… definitivamente o momento que nosso corpo deveria descansar, se manteve em alerta, considerando tudo que passamos ao longo das horas de voo e conexão.
🌴 Chegada em Cartagena
Ao desembarcar no Aeroporto Internacional Rafael Núñez, a sensação foi imediata:
👉 calor
👉 ar úmido
👉 clima de Caribe
Pegamos as malas e fomos direto para a saída chamar um Uber.
O trajeto até o hotel foi rápido — e aqui já veio uma das primeiras boas surpresas da viagem.
💭 A reflexão do dia
Esse primeiro dia sempre ensina algo.
Viajar em família não é sobre perfeição.
É sobre adaptação.
Nem tudo sai exatamente como planejado.
Tem cansaço, espera, pequenos estresses…
Mas também tem algo muito maior acontecendo:
👉 estamos criando memórias.
E talvez o mais importante não seja o destino final…
mas tudo que acontece no caminho até chegar lá.
🏨 Nosso hotel: Santa Catalina
Ficamos hospedados no Hotel Santa Catalina, dentro da Cidade Amuralhada.
E essa escolha foi extremamente acertada.
📍 Localização:
- dentro do centro histórico
- atrás da Torre do Relógio
- perto de tudo
📌 O hotel:
- estilo colonial
- bem charmoso
- piscina na cobertura
- café da manhã incluso
- ideal para fazer tudo a pé
Chegamos por volta das 14h, mas o check-in só liberava às 15h.
🍽️ Almoço — Primeira Refeição em Cartagena
Como ainda não podíamos subir para o quarto, fomos almoçar em uma recomendação da Viajando com Camila, que montou todo nosso roteiro.
Fomos no Ana Restaurante Bar, bem próximo ao hotel.
E já foi um ótimo começo:
- ambiente agradável
- comida muito boa
- primeira experiência real com a gastronomia local
Depois do almoço, voltamos ao hotel, fizemos o check-in e finalmente conseguimos subir para o quarto.
🌇 Primeiro contato com Cartagena
Depois de um banho rápido e uma troca de roupa, saímos para dar nossa primeira volta pela cidade.
E aqui começa aquele momento mágico da viagem.
Nosso hotel ficava literalmente atrás da Torre del Reloj, um dos principais cartões-postais da cidade.
Ali na região:
- feirinhas
- artistas de rua
- carruagens
- muita movimentação
É o coração pulsante da cidade.
Caminhamos sem pressa, só absorvendo o ambiente.
Como o hotel fica dentro da Cidade Amuralhada, qualquer ponto turístico é possível ser feito a pé. Não precisamos de carro em nenhum momento e isso foi fantástico!
Nos sentimos externamente seguros durante todos os dias que passamos em Cartagena.
⛪ Primeiras visitas
Passamos também pela Iglesia de San Blas, uma igreja simples, mas muito charmosa, escondida entre as ruas do centro histórico.
E seguimos até o Museo Histórico de Cartagena, que funciona no antigo Palácio da Inquisição — um dos prédios históricos mais importantes da cidade.
Mesmo sem entrar profundamente, já deu para sentir o peso histórico do lugar.
❤️ Um momento que ficou
Em algum momento entre filas, malas e organização, paramos por alguns segundos.
E ali estavam os quatro:
- prontos para embarcar
- com expectativa
- com aquele friozinho na barriga
E foi impossível não pensar:
“Um dia eles vão lembrar disso.”
Ou talvez não dos detalhes…
mas da sensação.
E é exatamente isso que queremos guardar.
Caminhar pelo Centro Histórico de Cartagena é mergulhar em quase 500 anos de história. Fundada em 1533 pelos espanhóis, a cidade rapidamente se tornou um dos portos mais importantes do Império Espanhol nas Américas. Era daqui que partiam navios carregados de ouro e prata rumo à Europa — e, por isso mesmo, Cartagena virou alvo constante de piratas e invasores.
A entrada principal da cidade amuralhada é marcada pela imponente Torre del Reloj, construída no século XVIII. O relógio foi instalado no século XIX e se tornou um dos maiores símbolos da cidade. Passar por esse portal é como atravessar séculos de história em poucos passos. Logo adiante está a tradicional Plaza de los Coches, que no período colonial funcionou como mercado — inclusive de pessoas escravizadas, um capítulo duro, mas essencial para compreender a formação cultural e social da cidade.
Hoje, a praça é vibrante, cercada por edifícios coloniais coloridos e cheia de vida. As muralhas que cercam o centro começaram a ser erguidas no final do século XVI justamente para proteger Cartagena dos ataques de piratas, incluindo o famoso corsário inglês Sir Francis Drake. Caminhar por cima dessas muralhas é uma das experiências mais incríveis da cidade: de um lado, o mar do Caribe; do outro, as cúpulas das igrejas e os telhados coloniais.
Entre os prédios históricos, o antigo Palácio da Inquisição abriga hoje o Palacio de la Inquisición, onde é possível conhecer mais sobre o período colonial e a atuação do Tribunal da Inquisição na região. A arquitetura, com seus balcões de madeira e pátio interno, é um espetáculo à parte. E no coração do centro está a majestosa Catedral de Santa Catalina de Alejandría, construída entre os séculos XVI e XVII. Sua cúpula amarela é um dos marcos visuais da cidade e representa a força da influência religiosa durante o período colonial. Não é à toa que, em 1984, o Centro Histórico foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO. Cartagena é uma das cidades coloniais mais preservadas da América Latina — um verdadeiro museu a céu aberto, onde cada rua de pedra, cada sacada florida e cada praça contam uma parte da história do Caribe.
Cartagena não é apenas bonita. Ela é intensa, histórica e cheia de camadas. E caminhar por seu centro histórico é entender como passado e presente convivem no mesmo cenário, sob o sol vibrante do Caribe colombiano. 🌴✨
🎯 Dica real (que aprendemos na prática)
Se você vai viajar com crianças:
👉 Chegue com mais antecedência do que o normal
👉 Leve lanches e distrações
👉 E aceite que nem tudo vai sair perfeito
👉 Descansem no 1º dia, pois é bastante puxado a viagem
Isso muda completamente a experiência.
💰 Destaque importante: Alimentação em Cartagena e San Andrés
Uma coisa que vale muito falar com sinceridade: a alimentação não é barata como muitos influenciadores mostram.
Se você estiver pensando em comer em restaurante — como fizemos praticamente todos os dias — os valores ficam muito próximos de grandes centros turísticos no Brasil.
📌 Em média:
- Entre 220.000 e 250.000 pesos colombianos por refeição para a família
- Já com os 10% de propina (taxa de serviço) inclusos
- Com bebidas
Convertendo:
- Algo entre R$ 275 e R$ 310 por refeição
- Ou aproximadamente R$ 80 a R$ 120 por pessoa
- Em dólar, algo entre US$ 60 e US$ 70 por refeição familiar
Ou seja:
não é destino “baratinho” quando se escolhe sentar em restaurante.
Claro, é possível economizar com:
- Salgados de rua
- Empanadas
- Frituras
- Lanches simples
Mas esse não foi o nosso perfil nessa viagem. Optamos por almoçar e jantar sempre em restaurantes — alguns mais sofisticados, outros mais simples — mas todos dentro dessa faixa de preço.
👉 Um ponto que ajudou bastante:
Na maioria dos lugares, o prato kids dava tranquilamente para dividir entre Arthur e Vitor. Se tivéssemos pedido dois pratos infantis separados, o custo subiria ainda mais.
💱 Conversão de dinheiro: faça em Cartagena, não em San Andrés
Se tem uma dica prática que eu daria para qualquer pessoa que vai fazer esse roteiro é:
👉 Converta seu dinheiro em Cartagena.
Em San Andrés, a cotação é pior, existem poucas casas de câmbio e as opções são limitadas.
⚠️ Situação real que vivemos:
- No Aeroporto Internacional Gustavo Rojas Pinilla não há casa de câmbio.
- Tentamos usar a Western Union da ilha.
- Ficamos 1 hora na fila.
- Só para descobrir que:
- Eles trabalham apenas com dinheiro físico.
- Não fazem conversão usando cartão.
- Cartões internacionais como Wise e Nomad não são aceitos.
Ou seja: se você depende desses cartões, pode passar aperto.
🏧 Saque em banco também não compensa
Fazer saque/conversão em bancos locais (como o Banco de Bogotá ou Bancolombia) tem:
- Taxa fixa de aproximadamente R$ 50 por operação
- Independentemente do valor sacado
Achamos caro.
💵 O que funcionou para nós
Em Cartagena, fizemos a conversão de:
- US$ 150
- Recebemos quase 750.000 pesos colombianos
E foi praticamente na medida para 9 dias.
👉 Nossa sugestão realista:
Para uma família de 4 pessoas, em 9 dias:
✔️ Converter entre US$ 200 e US$ 250
✔️ Isso dá segurança
✔️ Evita depender de ATM
✔️ Evita fila
✔️ Evita taxa alta
🌎 E assim começou…
Nosso embarque rumo a Cartagena não foi só o início de uma viagem.
Foi o início de mais uma história em família.
E a gente ainda não fazia ideia de tudo que estava por vir… 🌴✨
Nesse dia nem conseguimos jantar. Chegamos no Hotel por volta das 19hs e capotamos, fomos acordar as 8hs da manhã do dia seguinte!
💬 E você?
Como costuma ser o início das suas viagens?
Mais organizado… ou mais caótico como o nosso? 😄
Prefere chegar já explorando tudo…
ou também já passou por um dia desses de “chegar e apagar”? 😄
Com carinho,
Jeff & Paty
✈️ Com Pé na Estrada
www.compenaestrada.com.br





